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Ensino Médio/Orientação aos pais

Zelando pelas Relações Sociais

O ato de educar exige de todos, conhecimento, atenção e cuidado. Sabemos que não é fácil estar atentos a tantos detalhes, pois as atividades e os papéis que exercemos, diariamente, acabam por dificultar o nosso olhar para o educar permanentemente.

Construímos cotidianamente as nossas relações e a nossa forma de ver e atuar no mundo. Através da nossa fala e conduta, também estamos interferindo e educando quem está em contato conosco.

Presenciamos pelos jornais, revistas, televisão e nas ruas, comportamentos agressivos e por serem tão frequentes acabamos por acostumarmos com eles. Devido ao fato de tais atitudes serem inseridas na sociedade, muitas vezes com sutilezas, acabamos por banalizá-las.

A Escola como espaço social não está isenta desses problemas. Existem pesquisas que demonstram que brincadeiras aparentemente inocentes trazem consequências sérias para quem as recebe. O motivo que leva a pessoa a essa prática é também uma preocupação para os estudiosos.

Estudos recentes revelam que existem violências praticadas na escola que são mascaradas como se fossem brincadeiras. Esse comportamento, que até bem pouco tempo era considerado inofensivo e que recebe o nome de Bullying, pode acarretar sérias consequências ao desenvolvimento psíquico dos alunos, gerando desde queda na autoestima, baixo desempenho escolar e até, em casos mais extremos, o suicídio.

Todo mundo já testemunhou ou foi vítima de “brincadeirinhas” como: risadinhas, empurrões, fofocas, apelidos, exclusão do colega do grupo, agressão física e emocional, quebra de pertences, brincadeiras com a imagem do outro. Mas estes atos não podem ser considerados, principalmente, se forem frequentes, como uma prática infantil e inocente. Não podem ser encarados pelos pais, responsáveis e profissionais como normais.

É preciso que nos posicionemos diante disso e indaguemos: O que leva uma pessoa a fazer uso da prática da brincadeira de mau gosto? Qual é o prazer de colocar o outro constrangido?  Quem possui este tipo de comportamento tem consciência das consequências? A banalidade do mal nos leva a banalizar as pessoas? As relações estão sendo pouco valorizadas na sociedade? Estamos nos omitindo diante da violência? Estamos nos silenciando e acostumando com a violência? Que adultos estamos formando?

Existem brincadeiras que ferem o corpo e a alma e, para elas estaremos dizendo sempre não. Estaremos dizendo sempre sim para as brincadeiras que propiciam o encontro, a paz, a proximidade, a partilha, a descoberta e a alegria.

Escola Educação Criativa

Carta aos Pais

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